domingo, 18 de setembro de 2011

Reflexões sobre a faca e o queijo

Thayná Omena:
e, "da mesma forma que uma faca de queijo é uma faca e não, um queijo".

Lary:
A faca olha para o queijo como um humano olha para o desconhecido. A faca o olha sem saber sua composição, sem saber ao menos o que seja um queijo. Olha para todo o existir acumulado naquela coisa amarela. E o não-entendível possui a mente da faca de tal forma que ela não pode mais viver se não for seguir sua busca pelo desconhecido. Então, como ato de despero final, a faca corta o queijo na tentativa de o conhecer, mas mesmo que ela tenha cortado o corpo e o coração do queijo ela continua a não entendê-lo. Então a faca depois de corta-lo e ficar sozinha relegada a sua existencia continua apenas a ser mais um ser que tocou mas não conseguiu beijar o não entendível.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tempo

Vejo o tempo passar tão rápido.
Incontrolável. Vivo e morto.
Real e irreal. Assopro
de agonias em corações cálidos.

O tempo é uma ilusão.
O tempo não existe.
Ou ele existe e nós não.
Ou ele existe porque lhe demos vida
e nossa estrada é sua comida.

Tempo
Nos dá nossa inerente efemeridade
Nos dá a existência de nossa idade
Vento
do desenvolver e morte de nosso ser
da eterna lacuna de nosso conhecer

O tempo é o compasso da partitura
da melodia de nossa vida terrestre.
Uma canção incrivelmente curta
que de fragilidade humana se veste.

Oh! Tempo, porque és tão lento
quando desejo que sejas rápido
E és tão rápido
quando desejo que sejas lento?

Você é a metáfora dos homens
para os paradoxalismos de nosso ser?
Você é a ironia dos que dormem
para as contradições de nosso viver?
Ou é apenas o sono dos inexistentes
que o usam para uma ilusão beber?
E quando vossa bebida não mais se sente
se sabe que está no mais excelso viver?